Para ler ouvindo: Legião Urbana - Faroeste Caboclo
Não é a toa que nos anos 80 o culto a esta banda era chamado de “religião urbana”, naquele momento era algo grande, mas ainda não dava para se saber o que viria no futuro.
Tive muitos encontros com a legião, lembro que em 1996 eu estava na porta da loja as 8 horas da manhã para compara o álbum “A Tempestade” no dia do seu lançamento, eu não tinha CD Player então comprei um K7 original. Neste mesmo ano após a morte do Renato fizemos uma homenagem a ele no colégio, enfeitamos uma sala inteira com frases e pôsteres da Legião e exibimos clipes e matérias sobre ele.
E assim o tempo passou, eu me sentia distante da Legião, mas sempre vinha uma canção que trazia de volta, me lembro de cantar (!) “Metal Contra as Nuvens” no aniversário de uma ex-namorada, foi desarmincamente divertido...rs. Durante a faculdade quase não ouvi a Legião, as músicas apareciam de vez em quando eu curtia mas deixava de lado.
Quando eu fiz 29 anos a canção “Vinte e Nove” fez tanto sentido foi bem nesta época que minha vida teve uma grande reviravolta, agora sem adoração as canções da Legião me fazem sentir cada vez melhor.
Posto com frequência frases do Renato no face, me identifico com muitas ideias que ele teve, acho divertido ver esses meninos e meninas ouvindo legião como eu escuto Creedance ou Who, bandas que eu nunca vi no palco ou convivi. Adoro as “homenagens”
Ver o Wagner moura com a Legião é divertido, ver um fã se confranternizando com seus ídolos é divertido, no mínimo! Ainda sobre isso vi um amigo dizer o seguinte.”Se tivessem me chamado eu teria ido”, francamente? Eu, mesmo cantando muito pior que o Wagner também toparia.
Em muitas ocasiões as pessoas dizem que eu sou parecido com o Renato Russo, me divirto, mas não me acho.
Ando sempre com fone no ouvido eu vou seguindo o meu caminho pelas ruas de São Paulo, se você me encontrar certamente poderemos trocar algumas ideias sobre a “Via Lactea” ou sobre “Que pais é este”, agora se ambos estivermos atrasados eu posso sempre deixar uma mensagem de:
Quando a pesada porta de madeira se fechou, finalmente ela se sentiu segura. Correu o olhar pelo descomunal salão onde todos a olhavam com interesse absolutamente natural, afinal ela é a noiva!
Então a noiva soltou um suspiro meio de tensão, meio de alivio, olhou para o lado e viu aquele que seria em alguns minutos o seu marido. Lindos e felizes olharam para o padre que começou:
- É com grande satisfação que os recebo nesta linda tarde, este belo jovem casal em celebração. A celebração de um grande amor, merece mesmo um dia como este, que o amor de vocês possa florescer como esta tarde primaveril, que vocês possam ser um para o outro como sol e lua que possam se amar cada dia mais e mais!
Depois deste comentário a noiva ouviu um alvoroço, um barulho tomou conta da igreja, mas ela não quis se virar, sentiu um arrepio em sua espinha e tentou se concentrar na cerimônia, mas acabou se lembrando de tudo que acontecera nos últimos dias, sua mente a levou a lugares muito distantes com pessoas que talvez ela não quisesse ver agora. Talvez não, com certeza não seria apropriado...
- Minha filha? - a voz suave do padre rasgava os seus pensamentos a trazendo de volta para a realidade...
- É de sua livre e espontânea vontade que aceita como seu legítimo esposo... - Neste momento ela se vira e olha ao redor, olhar este que causa espanto em quase todos na igreja, ela se vira de costas para o altar, olha demoradamente como que se desculpando com todos, por fim ela encontra o olhar dele, o único em todo o salão que não estava aturdido com o gesto da noiva, um homem alto elegante vestindo um fraque branco, que entregava a noiva um sorriso da mesma cor de sua roupa.
O homem que a pouco causara alvoroço com a sua chegada, agora estendia a mão para linda noiva, neste momento aturdido o noivo tentou dizer algo, mas ao ver sua noiva estendendo a mão para o homem simplesmente deixou o queixo cair.
Ela soltou a mão do homem misterioso caminhou até o centro da igreja, mais uma vez olhando para todos como se contemplasse um futuro que não vai mais existir.
O padre tocou o marido no ombro como que para consola-lo. Semaçãoeleestavasemação ele ficou.
A noiva pensou em uma série de coisas a dizer, mas não disse, ela só teve coragem de olhar no fundo dos olhos de seu noivo e dizer:
- Lamento.
O homem de branco se juntou a noiva no centro da igreja tomou a sua mão e a conduziu pela descomunal porta, quase que imediatamente após os dois saírem foi possível ouvir um cavalo partindo em disparada, para só então a igreja entra em um estado caótico, com senhoras desmaiando, crianças chorando, todos aturdidos, sem saberem
o quefazer.
Ao noivo, sobraram as lágrimas, um par de alianças e a pergunta:
Então estou de volta! Não sei por quanto tempo, não sei se vai durar, mas quero muito voltar a escrever como antigamente.
Aos amigos de antigamente, Ton, Renata e Roger, obrigado pela força.
Aos novos espero que gostem era isso que fazia antes de fotografar.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Rainha da Dor
(Para
ler ouvindo: Zé Ramalho "Mistérios de meia-noite").
A porta de emergência se abre, uma mão
manchada de sangue aparece entre a fresta, em seguida um braço branco como
leite e e depois todo o corpo da mulher. O que cobre o corpo dela é um
trapo, são apenas restos de algo que aparenta um dia ter sido um vestido
branco.
Ela
olha ao seu redor, um beco sujo e escuro. Não sabe que horas são, ela não
sabe o que fazer, não sabe como voltar para casa.
Em
suas coxas grossas existem mais manchas vermelhas e também manchas de algo
branco e viscoso.
Ela
está com frio e sozinha, aparentemente se ela seguir em frente chegará à rua, a
maldita rua por onde ela entrou no prédio, ela não sabe se isso pode ser uma
boa idéia.
Primeiro
passo: aparentemente o beco está vazio.
Segundo
passo: realmente o beco não está vazio, a sua direita um fantasma está se
drogando atrás de uma caixa de papelão, embora a mulher quase tenha desmaiado
com susto ele nem tomou conhecimento da sua presença. Ela pensa em voltar, mais
não sabe se o beco é mais perigoso que aquele lugar estranho de antes
Terceiro
passo: mais uma evidência de que o beco não está vazio, ela ouve uns gemidos
estranhos, a sua esquerda o lobisomem está transando com a grande abóbora e
assim como o fantasma não tomam consciência da presença da mulher.
Ela
se vê com seu vestido em frangalhos, mãos e pernas manchadas, não vai mais
contar os passos, ela acredita ser melhor correr para rua e acreditar em Deus.
No
caminho para a rua ela vê um dragão deitado no chão, é também um coelho gigante vomitando em uma lata de lixo.
Finalmente
a rua e a luz do poste.
Quase
sem fôlego ela olha para a porta por onde entrou por onde todo esse pesadelo
começou.
Exatamente
quando ela pensa como isso poderia terminar, na porta aparece um vampiro com
uma cara preocupada olhando para os lados até que à encontra.
-
Por onde você esteve? – perguntou o vampiro.
- Eu
estava sozinha naquele lugar cheio de gente estranha…
-
Gente estranha? Isso é uma festa do Dia das Bruxas além do mais você está
fantasiada de mulher estuprada, quer coisa mais estranha do que isso?
- Eu
me assustei e sai… – disse a mulher com vergonha.
-
Olha não é nem nove horas ainda, vamos voltar lá para dentro, a música está
muito legal – disse conduzindo a mulher – Relaxe, eu vou te apresentar um cara
que eu conheci, ele está vestido com uma fantasia de chuveiro, realmente uma
figura...
“No
dia das bruxas os velhos fantasmas vêm até nós. Para alguns eles falam; para
outros são mudos”. Dia das Bruxas – Eleanor
Fajeon.
E assim eu escrevi em 2004... Olha gente estou me esforçando muito para voltar a escrever, consegui, mas ainda não vou postar pois não quero soltar só um texto e ficar 6 meses sem mais nada, vou tentar colocar algo por aqui ao menos a cada 15 dias (duvido). O que eu posso dizer é o seguinte, tenho planos de trazer todo mundo de volta: A Ladra Gizele, o Cavalereiro Azul e estou pensando em uma tal serie Ad Extremum.
Dona Teresinha estava feliz em receber a neta para um chá, afinal, muito coisa tinha acontecido nos últimos tempos, era bom um pouco de paz para variar. - Como estão seus pais? – Perguntou para Luzia sua neta. - Agora o pai acalmou, mas a mãe ainda anda muito nervosa, quando eu sai ela ficou resmungando, não queria que eu viesse. - Ainda se eu fosse uma sogra ruim! – As duas riram. Luzia tomava um gole de chá e no meio parou quase se engasgando. - Minha filha calma tem mais chá no bule – disse no tom irônico que a neta tanto gostava de ouvir. - Não, não é isso vó Tê, quando eu estava saindo minha mãe gritou lá de dentro. - Pede para ela contar a historia dos três amores pra você! Dona Teresinha parou de tomar o chá e se aprumou na cadeira. Mulher elegante alta e ainda muito bonita, parecia que se preparava para uma luta, respirou fundo e disse: - Minha filha, sua mãe me culpa pelo que aconteceu a você, para ela sou má influencia – fez um coque em seus cabelos louros, respirou fundo mais uma vez, como que tomando coragem para pular em uma piscina - Ainda bem que temos tempo!
Bem, meu primeiro amor foi quando eu era uns dois anos mais nova do que você é agora, tinha um namorado no colégio, era louca por ele. Sabe aquela historia de escrever Tê e Se - o nome dele é Sergio - em folhas e folhas de caderno? Pois é tudo ia muito bem até ele terminar o colégio, ele começou a trabalhar, comprou carro – usado é verdade, mas comprou - viajava pela empresa, claro que o seu bisavô não deixava ele me levar, mesmo assim saímos muito, até umas baladinhas. Luzia na sua cara tem uma pergunta, que eu já adianto, não fiz amor com ele. Mas, nada disso era problema. Depois que ele se consolidou no emprego recebeu uma proposta de trabalhar no sul. Bom emprego, bons benefícios e muito dinheiro. Meu pai disse que para sair de casa só casando, mas mesmo assim ele disse para eu aceitar. Minha mãe me disse o mesmo. Meus amigos me disseram o mesmo. Meu Deus que dúvida!
- Luzia sua mãe diz que somos muito parecidas – a garota olhava para a avó fixamente como que hipnotizada – o que acontece quando todo mundo diz para você, por exemplo, dizer sim? A garota acordou de um transe e respondeu automaticamente. - Digo não! - Pois foi o que eu fiz, disse não a primeira chance de ser feliz em minha vida. - Sem medo de se arrepender? – perguntou a garota colocando uma almofada em suas costas e mudando de posição na cadeira. - Ah! Eu me arrependi sim! Liguei para ele, mas pelo tom do alô percebi que as coisas tinham mudado, tudo bem que já tinha se passado quase dois anos. Chorei, mas passou.
E daí em diante minha vida mudou drasticamente, meu pai ficou doente e logo morreu, a situação ficou difícil, minha mãe nunca disse nada, mas eu via nos olhos dela aquela frase: - Se você estivesse casada tudo isso seria diferente.
- Vó a senhora já trabalhava na lanchonete? - Não eu trabalhava em um posto de gasolina, usava um shortinho, minha filha! Tinha um corpão esse cabelo aqui era bem mais loiro e vinha até a cintura.
- Eu lembro achei uma foto. Linda vó! Meu pai morreu de vergonha e minha mãe meteu a boca – disse a garota que parecia incomodada com a cadeira. Teresinha fez um gesto com a cabeça como que dispersando o comentário da mãe de garota e continou.
O meu segundo amor tem muito a ver com o seu pai, Nesta época eu trabalhava das dez da manhã as sete da noite, ia pra casa tomava um banho onde o que escorria para o ralo era gasolina e, um dia sim e outro também ia eu para a balada. Minhas amigas não acreditavam que eu era virgem, e as vezes nem eu, e fui seguindo essa vida. Não me orgulho disso, pois, a cada dia que passava me distanciava mais da minha mãe. E foi ai que Edmilson apareceu, pra ser franca não me lembro bem como foi, estava muito bêbada. Luzia já faz mais de 30 anos que eu não bebo, mas não posso negar estava mesmo. Ele sempre estava na balada de tanto ficar, ficamos, se é que você me entende? Finalmente mulher! Mulher como nas novelas, nos filmes e como minhas amigas. A vida sexual era muito mais interessante, dificilmente eu dormia em casa, dificilmente eu dormia em alguma casa, eram motéis, quando eu dormia, minha casa só para tomar banho e quando dava tempo.
- Nossa vó! Como a senhora conseguiu manter o emprego? – Luzia se levantou e ficou em pé atrás da cadeira, quando sua avó olhou com cara de interrogação Luzia apontou para suas costas. Teresinha voltou a sua narrativa.
Como eu disse, vivia muito louca e nessa época não tinha muita noção das minhas situações e responsabilidades, pois alem da bebida tomava outras coisas bem mais pesadas, me lembro de ter ido trabalhar trocando as pernas, e muitas vezes me mandavam para casa entes de terminar o dia. Luzia depois de muito tempo descobri que só não fui mandada embora por que minha mãe foi várias vezes chorar ao gerente para eu ficar no posto. Edmilson era um homem espetacular, me fazia muito feliz, ou seja, me mantia bêbada!
- Luzia sua mãe sempre se incomodou com a minha sinceridade ao contar esta história. Luzia colocou mais chá em sua xícara e perguntou: - Por que o segundo amor da sua vida tem a ver com meu pai?
Filha conforme o tempo foi passando eu percebi que Edmilson não trabalhava e que eu o estava sustentando, o chamei para conversarmos, e essa foi a única vez que me lembro de ter conversado com ele. Edmilson não gostou, estava bêbado como sempre, ficou muito violento, tanto que me bateu. Luzia meu pai morreu com oitenta e cinco anos, sem nunca ter me batido uma única vez. Quebrei uma garrafa na cabeça dele e depois disto nunca mais nos vimos ou falamos, soube que ele foi preso pouco depois, mas eu já estava muito, muito ocupada nessa época. Eu vivia tão bêbada que em menos de três dias estava com um, ou outro, ou os dois ao mesmo tempo, não importava quem. Minha filha não sei como não peguei uma doença.
Teresinha olhava para o longe como se procurasse a resposta em seu passado. - E meu pai? – Perguntou a garotinha enquanto esticava seus cachos loiros para frente. Sem se mudar de posição Teresinha continuou:
Eram umas dez da manhã de um domingo, eu estava voltando da balada obviamente bêbada, como sempre, e como sempre achei de vomitar em algum poste, mas desta vez foi muito forte, forte como eu nunca tinha sentido antes. Luzia para evitar detalhes desinteressantes a um café da tarde, estava quase desmaiando quando um homem apareceu e me pagou no colo, ele não disse nada, acordei no hospital com minha mãe desesperada, o médico disse que eu tive muita sorte de não perder o bebê.
- Bebê? – disse quase gritando Luzia – Eu sabia que meu pai não é filho do vô, ate porque ele é moreno e o vô bem clarinho... - Isso mesmo minha filha, grávida de Edmilson – disse Terezinha interrompendo a menina como que para evitar alguma coisa – um homem sem futuro, este assunto sempre foi tabu, mas, agora que você também está grávida, e sem ter se casado, acho que não precisamos manter nossos tabus. A garota fez sinal afirmativo com cabeça fez um carinho em sua barriga de sete meses e perguntou: - Esse homem é o seu terceiro amor?
Sim, mesmo na situação que eu estava o rosto dele ficou gravado na minha mente, perguntei a minha mãe, ela disse que ele morava na nossa rua desde pequeno. Como eu havia passado os últimos quatro anos bêbada não o tinha visto me olhar com olhares de desejo, esse termo foi o que minha mãe usou. Eu fui encontrá-lo para agradecer a ajuda, que tragédia, ele disse de imediato: - Teria feito isto por qualquer outro bêbado! Luzia eu quase cai, na verdade eu cai, mesmo porque tive um enjôo fortíssimo e vomitei no tapete dele. Já não sabia mais onde colocar a minha cara, me desculpei e quando estava me levando embora ele me chamou para sair, perguntei se ele saia com bêbadas, e ele disse - Você não via beber comigo. – Essa frase foi tão forte para mim que aceitei. Saímos, sair de dia era tão estranho, ele me levou a uma fera de animais, fazia tempo que eu não me sentia tão viva. Conversávamos sobre tudo, menos sobre meu passado. No final do passeio já de noite ele me abraçou e estava quase me beijando quando eu parei e disse que estava grávida, ele respondeu. - Isso não é problema pra mim, é pra você. – Estava selado o meu terceiro amor.
- Qual o nome dele vó? – disse Luzia se sentando de novo. - Francisco – disse Terezinha automaticamente. A garota se mexeu para dizer algo mas sua avó a interrompeu. - Sim foi assim que eu conheci o seu avô. Digo seu avô, pois, foi ele quem criou seu pai, e como nós sabemos que pai, é aquele que cria. - Nossa vó que historia forte! - Minha filha – disse Terezinha molhado a boca no chá – essa historia que eu te contei não tem quase nada de romântico, e eu a conto sempre, porque ele tem fatos que vivi, são amores que eu tive e tenho, lembrando estes amores e tragédias eu continuei mais quarenta anos tive mais três filhos e cinco netos. Minha filha eu já errei muito. Mas, nunca cometi o mesmo erro duas vezes. Luzia se ajeitou na cadeira com uma mão acariciava a barriga e com a outra os cabelos. - Por que minha mãe não gosta desta historia? Terezinha que se manteve a conversa inteira na mesmo posição, sentada em sua cadeira achou que era hora de variar, pegou uma torrada e se levantou. - Bem minha filha, como hoje é dia de quebrar tabus, vou te contar como a sua mãe conheceu meu filho e a família toda...
Não podia teminar este texto sem a referencia musical de sempre.
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Pessoal, como alguns de vocês já devem ter percebido eu estou tentando volta a escrever, aproveitei para colocar este texto no meu blog, pois ele havia sido postado apenas no TRÊS, agora o coloca em minha casa e procuro aquecer a mente, para transbordar idéias no teclado.
Agora vem 2010, espero mesmo que seja um ano de novidades, estou projetando várias novidades para a minha vida. Como a Morena vive me dizendo eu sou homem da mudança, isso não preocupa, mas incomoda o fato de não saber para onde a mudança vai me levar.
Bom o primeiro sinal dos tempos é o Twitter, agora eu sou um Twiteiro não tenho todos os seguidores que quero mas amo todos que tenho. http://twitter.com/marciobrigo pode me seguir, em breve vou colocar uns conteúdos interessantes, como diz o Roger, Brigotecnologicos.
Agora mais uma vez uma declaração de amor, o vôo, como isso me fascina, é fantástico observar as revoadas dos pássaros, este pombo quase se chocou comigo, fotografei quase no susto, mas gostei do resultado.
Vou cumprir a promessa do post anterior e colocar uma foto antiga da Mainara, como eu disse ela foi uma das primeiras pessoas que eu fotografei, essa foto foi tirada em um exercício de fotografia na faculdade. Vou prometer para o próximo post uma foto de pássaro que eu tirei no Paraná, na Ilha do Mel.
Tenho alguns convites para o Estúdio Brigo já em Janeiro, vou terminar o trabalho com as fotos da Mainara e talvez em fevereiro eu consiga uma constância de trabalhos.
Você amiga leitora gostaria de aparecer aqui no Estúdio Brigo? Manda email´s para a redação (rs…)
levando a gente para cada lugar tão diferente. Domingo passado dia 29 de novembro fiz a minha primeira seção de fotos, foi com a minha amiga Mainara. Engraçado que ela é uma das primeiras pessoas que fotografei na faculdade.
Mas as fotos que você podem ver aqui são apenas uma prévia, vou treinar Photoshop com elas e em fevereiro devemos ter as fotos definitivas.
Para as próximas semanas vou postar a foto que tirei dela no primeiro ano da faculdade com a primeira câmera reflex que eu utilizei.
Para ler ouvindo: O Teatro Mágico – O Mérito e o Monstro.
E mais uma vez nu, sou expulso do ônibus lotado de pessoas felizes, nuas e doentes. Com o joelho rasgado e com sangue escorrendo das têmporas me ponho de pé, está frio mas, não estou com frio. A minha volta a noite me lambe e refresca minhas vergonhas e com isso sinto minhas tristezas menos tristes.
Dor, horrível dor, começa no pé esquerdo, me sobe pela perna como uma câimbra, me põe de joelhos novamente no chão. Estômago doendo sendo rasgado por dentro.
Vomito um sapato numero 42 com suas meias e cadarços e quando acho que a dor passou o restante vem atrás, um terno completo com calca camisa e paletó e como ultimo arroto uma gravata de seda vermelha.
Ah maldita dor que agora ataca meu ser, destrói minhas entranhas, não tenho mais nada para vomitar, então vou me vestir, uso o chão para me vestir não tenho vontade de levantar, essa dor que mastiga, me derrota me aprisiona, não perde por esperar, vou extirpá-la, vou acabar com ela.
Vestido com um terno vomitado e uma gravata vermelha deitado no chão vejo o mundo pelo avesso e percebo o quanto a vida pode ser mais simples daqui, olho o horizonte e vejo como acabar com a minha dor. Quando para minha surpresa ela aparece, com o seu perfume lindo e sorriso cheiroso, me estica mão e espera. Olhando fixamente em seus olhos ignoro sua mão, me ergo sobre noite gelada e ainda com o olhar fixo e com a mão na minha têmpora que sangra digo:
- Não confio em você!
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E é assim mesmo, quando acaba, acaba.
Bem gente eu sei que ainda estou devendo textos, mas sabe como é. Quero ver se no máximo mês que vem eu consigo continuar com o texto do cavaleiro e pretendo como sempre continuar colocando fotos.
Quero agradecer as pessoas que gostaram do texto anterior (as que entenderam e as que não entenderam).
Camera Model Name Canon PowerShot A720 IS Shooting Date/Time 8/7/2009 21:12:13 Shooting Mode Manual Tv (Shutter Speed) 2 Av (Aperture Value) 6.3 ISO Speed 80 Focal Length 17.2 mm (105 mm equivalente).
Esta é Sarita, ela está recolhendo roupas, mas Sarita é uma mulher desastrada, o sexto de roupas caiu no seu pé, doeu mas Sarita é forte, ela agüenta.
Esta é Sarita, ela está passando roupas, mas Sarita é uma mulher desastrada, queimou-se com o ferro, Sarita até chora, mas é uma mulher forte.
Esta é Sarita, ela está costurando a roupa de seu cinco filhos, mas Sarita é uma mulher desastrada e furou-se com a agulha, Sarita é mulher nem chorou.
Esta é Sarita, ela está procurando um tênis de seu filho, mas Sarita é uma mulher desastrada e bateu o ombro no batente da porta. Dói por vezes Sarita chora, as vezes não, é mulher forte.
Esta é Sarita, ela está fazendo arroz, vai pegar o sal que está na prateleira de cima quando ela gira bate em seu olho esquerdo causando um roxo imediato, Sarita chora, chora baixo, não quer que as crianças saibam do seu sofrimento.
Esta é Sarita, mulher forte, mas ela é a única que acredita nas palavras escritas nos parágrafos acima.
Tema proposto por minha amiga Rosana, ai está Rô, dentre todos que você me sugeriu.
Meus amigos eu prometo que vou escrever com mais freqüência.
Exatamente por esse tempo que eu levo para escrever que eu não penso em ter um Twitter (ainda).
Não me esqueci de todas as histórias que eu tenho que terminar nem dos depoimentos a escrever.
Foto: Márcio Brigo
Camera Model Canon EOS DIGITAL REBEL XS Shooting Date/Time 10/4/2009 12:17:29 Owner's Name Marcio Brigo Tv( Shutter Speed ) 1/60 Av( Aperture Value ) 5.6 ISO Speed 800 Focal Length 55.0 mm
Para ler ouvindo: Tim Maia – Primavera (vai chuva)
Então foi assim, hoje estava proposto um passeio mas São Pedrão não ajudou, choveu o dia todo, então fiquei em casa de boa tirei algumas fotos. Acima a arvore que fica bem em frente a meu apartamento.
Para ler ouvindo: Live - Pain Lies on the Riverside
Não consigo mais imaginar a minha vida sem fotografia, não dá. Eu estou vivendo a consagração de um gosto, de um prazer, um prazer único. Agora já não tem mais volta, depois da chegada da rainha vitória, minha SLR a Rebel 1000D eu passei a pensar mais fotografia, com essa câmera aprendi que quantidade nunca significa qualidade, certa vez tirei 700 fotos para aproveitar 90. O fato de usar uma SLR não me afastou da minha Princesa Suzana, continuo fotografando com ela agora com mais propriedade ainda.
Ainda sobre este amor eu tenho sempre uma resposta a quem me diz: você deveria trabalhar com isso.
Este é o meu hobby, meu prazer, minha distração do trabalho e por vezes dos problemas.
Amo a fotografia!
Esta foto abaixo eu tirei em um dia que sai com as duas e a pequena princesa resolveu o que eu precisava.
Já foto de cima foi no mesmo dia, essa sim com a Rainha Vitoria, gosto muito desta, mas ainda estou aprendendo, foi legal, porque tive usar o foco manual mas gosto muito do resultado.
Agora aos recadinhos, para quem não sabe o meu HD pifou, e levou com ele anos de textos a meses de vídeos e fotografias, mas vou mandar recuperar, o problema é que isso realmente atravessou o meu processo criativo e de catalogação de fotos, além disso minha vida anda muito digamos... diferente, mas reafirmo os projetos do blog não pararam, acho que no mês que vem já devo conseguir escrever o texto do Cavaleiro Azul e no mês seguinte deve sair o primeiro texto do AD EXtremum.
Como dá ultima vez vou de novo tentar postar uma foto por semana pelo menos.
Obrigado a todos que cobram minhas fotos e meus textos.