Por ser escravo do desejo por vezes cometo erros que não deveria.
Estes erros me levam a situações que as pessoas não entendem ou não entenderiam.
O pior é o preço, invisivelmente caro.
Eu sempre acreditei no "aqui se faz, aqui se paga".
Culpa não tem nada a ver com intenção!
Dona Teresinha estava feliz em receber a neta para um chá, afinal, muito coisa tinha acontecido nos últimos tempos, era bom um pouco de paz para variar. - Como estão seus pais? – Perguntou para Luzia sua neta. - Agora o pai acalmou, mas a mãe ainda anda muito nervosa, quando eu sai ela ficou resmungando, não queria que eu viesse. - Ainda se eu fosse uma sogra ruim! – As duas riram. Luzia tomava um gole de chá e no meio parou quase se engasgando. - Minha filha calma tem mais chá no bule – disse no tom irônico que a neta tanto gostava de ouvir. - Não, não é isso vó Tê, quando eu estava saindo minha mãe gritou lá de dentro. - Pede para ela contar a historia dos três amores pra você! Dona Teresinha parou de tomar o chá e se aprumou na cadeira. Mulher elegante alta e ainda muito bonita, parecia que se preparava para uma luta, respirou fundo e disse: - Minha filha, sua mãe me culpa pelo que aconteceu a você, para ela sou má influencia – fez um coque em seus cabelos louros, respirou fundo mais uma vez, como que tomando coragem para pular em uma piscina - Ainda bem que temos tempo!
Bem, meu primeiro amor foi quando eu era uns dois anos mais nova do que você é agora, tinha um namorado no colégio, era louca por ele. Sabe aquela historia de escrever Tê e Se - o nome dele é Sergio - em folhas e folhas de caderno? Pois é tudo ia muito bem até ele terminar o colégio, ele começou a trabalhar, comprou carro – usado é verdade, mas comprou - viajava pela empresa, claro que o seu bisavô não deixava ele me levar, mesmo assim saímos muito, até umas baladinhas. Luzia na sua cara tem uma pergunta, que eu já adianto, não fiz amor com ele. Mas, nada disso era problema. Depois que ele se consolidou no emprego recebeu uma proposta de trabalhar no sul. Bom emprego, bons benefícios e muito dinheiro. Meu pai disse que para sair de casa só casando, mas mesmo assim ele disse para eu aceitar. Minha mãe me disse o mesmo. Meus amigos me disseram o mesmo. Meu Deus que dúvida!
- Luzia sua mãe diz que somos muito parecidas – a garota olhava para a avó fixamente como que hipnotizada – o que acontece quando todo mundo diz para você, por exemplo, dizer sim? A garota acordou de um transe e respondeu automaticamente. - Digo não! - Pois foi o que eu fiz, disse não a primeira chance de ser feliz em minha vida. - Sem medo de se arrepender? – perguntou a garota colocando uma almofada em suas costas e mudando de posição na cadeira. - Ah! Eu me arrependi sim! Liguei para ele, mas pelo tom do alô percebi que as coisas tinham mudado, tudo bem que já tinha se passado quase dois anos. Chorei, mas passou.
E daí em diante minha vida mudou drasticamente, meu pai ficou doente e logo morreu, a situação ficou difícil, minha mãe nunca disse nada, mas eu via nos olhos dela aquela frase: - Se você estivesse casada tudo isso seria diferente.
- Vó a senhora já trabalhava na lanchonete? - Não eu trabalhava em um posto de gasolina, usava um shortinho, minha filha! Tinha um corpão esse cabelo aqui era bem mais loiro e vinha até a cintura.
- Eu lembro achei uma foto. Linda vó! Meu pai morreu de vergonha e minha mãe meteu a boca – disse a garota que parecia incomodada com a cadeira. Teresinha fez um gesto com a cabeça como que dispersando o comentário da mãe de garota e continou.
O meu segundo amor tem muito a ver com o seu pai, Nesta época eu trabalhava das dez da manhã as sete da noite, ia pra casa tomava um banho onde o que escorria para o ralo era gasolina e, um dia sim e outro também ia eu para a balada. Minhas amigas não acreditavam que eu era virgem, e as vezes nem eu, e fui seguindo essa vida. Não me orgulho disso, pois, a cada dia que passava me distanciava mais da minha mãe. E foi ai que Edmilson apareceu, pra ser franca não me lembro bem como foi, estava muito bêbada. Luzia já faz mais de 30 anos que eu não bebo, mas não posso negar estava mesmo. Ele sempre estava na balada de tanto ficar, ficamos, se é que você me entende? Finalmente mulher! Mulher como nas novelas, nos filmes e como minhas amigas. A vida sexual era muito mais interessante, dificilmente eu dormia em casa, dificilmente eu dormia em alguma casa, eram motéis, quando eu dormia, minha casa só para tomar banho e quando dava tempo.
- Nossa vó! Como a senhora conseguiu manter o emprego? – Luzia se levantou e ficou em pé atrás da cadeira, quando sua avó olhou com cara de interrogação Luzia apontou para suas costas. Teresinha voltou a sua narrativa.
Como eu disse, vivia muito louca e nessa época não tinha muita noção das minhas situações e responsabilidades, pois alem da bebida tomava outras coisas bem mais pesadas, me lembro de ter ido trabalhar trocando as pernas, e muitas vezes me mandavam para casa entes de terminar o dia. Luzia depois de muito tempo descobri que só não fui mandada embora por que minha mãe foi várias vezes chorar ao gerente para eu ficar no posto. Edmilson era um homem espetacular, me fazia muito feliz, ou seja, me mantia bêbada!
- Luzia sua mãe sempre se incomodou com a minha sinceridade ao contar esta história. Luzia colocou mais chá em sua xícara e perguntou: - Por que o segundo amor da sua vida tem a ver com meu pai?
Filha conforme o tempo foi passando eu percebi que Edmilson não trabalhava e que eu o estava sustentando, o chamei para conversarmos, e essa foi a única vez que me lembro de ter conversado com ele. Edmilson não gostou, estava bêbado como sempre, ficou muito violento, tanto que me bateu. Luzia meu pai morreu com oitenta e cinco anos, sem nunca ter me batido uma única vez. Quebrei uma garrafa na cabeça dele e depois disto nunca mais nos vimos ou falamos, soube que ele foi preso pouco depois, mas eu já estava muito, muito ocupada nessa época. Eu vivia tão bêbada que em menos de três dias estava com um, ou outro, ou os dois ao mesmo tempo, não importava quem. Minha filha não sei como não peguei uma doença.
Teresinha olhava para o longe como se procurasse a resposta em seu passado. - E meu pai? – Perguntou a garotinha enquanto esticava seus cachos loiros para frente. Sem se mudar de posição Teresinha continuou:
Eram umas dez da manhã de um domingo, eu estava voltando da balada obviamente bêbada, como sempre, e como sempre achei de vomitar em algum poste, mas desta vez foi muito forte, forte como eu nunca tinha sentido antes. Luzia para evitar detalhes desinteressantes a um café da tarde, estava quase desmaiando quando um homem apareceu e me pagou no colo, ele não disse nada, acordei no hospital com minha mãe desesperada, o médico disse que eu tive muita sorte de não perder o bebê.
- Bebê? – disse quase gritando Luzia – Eu sabia que meu pai não é filho do vô, ate porque ele é moreno e o vô bem clarinho... - Isso mesmo minha filha, grávida de Edmilson – disse Terezinha interrompendo a menina como que para evitar alguma coisa – um homem sem futuro, este assunto sempre foi tabu, mas, agora que você também está grávida, e sem ter se casado, acho que não precisamos manter nossos tabus. A garota fez sinal afirmativo com cabeça fez um carinho em sua barriga de sete meses e perguntou: - Esse homem é o seu terceiro amor?
Sim, mesmo na situação que eu estava o rosto dele ficou gravado na minha mente, perguntei a minha mãe, ela disse que ele morava na nossa rua desde pequeno. Como eu havia passado os últimos quatro anos bêbada não o tinha visto me olhar com olhares de desejo, esse termo foi o que minha mãe usou. Eu fui encontrá-lo para agradecer a ajuda, que tragédia, ele disse de imediato: - Teria feito isto por qualquer outro bêbado! Luzia eu quase cai, na verdade eu cai, mesmo porque tive um enjôo fortíssimo e vomitei no tapete dele. Já não sabia mais onde colocar a minha cara, me desculpei e quando estava me levando embora ele me chamou para sair, perguntei se ele saia com bêbadas, e ele disse - Você não via beber comigo. – Essa frase foi tão forte para mim que aceitei. Saímos, sair de dia era tão estranho, ele me levou a uma fera de animais, fazia tempo que eu não me sentia tão viva. Conversávamos sobre tudo, menos sobre meu passado. No final do passeio já de noite ele me abraçou e estava quase me beijando quando eu parei e disse que estava grávida, ele respondeu. - Isso não é problema pra mim, é pra você. – Estava selado o meu terceiro amor.
- Qual o nome dele vó? – disse Luzia se sentando de novo. - Francisco – disse Terezinha automaticamente. A garota se mexeu para dizer algo mas sua avó a interrompeu. - Sim foi assim que eu conheci o seu avô. Digo seu avô, pois, foi ele quem criou seu pai, e como nós sabemos que pai, é aquele que cria. - Nossa vó que historia forte! - Minha filha – disse Terezinha molhado a boca no chá – essa historia que eu te contei não tem quase nada de romântico, e eu a conto sempre, porque ele tem fatos que vivi, são amores que eu tive e tenho, lembrando estes amores e tragédias eu continuei mais quarenta anos tive mais três filhos e cinco netos. Minha filha eu já errei muito. Mas, nunca cometi o mesmo erro duas vezes. Luzia se ajeitou na cadeira com uma mão acariciava a barriga e com a outra os cabelos. - Por que minha mãe não gosta desta historia? Terezinha que se manteve a conversa inteira na mesmo posição, sentada em sua cadeira achou que era hora de variar, pegou uma torrada e se levantou. - Bem minha filha, como hoje é dia de quebrar tabus, vou te contar como a sua mãe conheceu meu filho e a família toda...
Não podia teminar este texto sem a referencia musical de sempre.
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Pessoal, como alguns de vocês já devem ter percebido eu estou tentando volta a escrever, aproveitei para colocar este texto no meu blog, pois ele havia sido postado apenas no TRÊS, agora o coloca em minha casa e procuro aquecer a mente, para transbordar idéias no teclado.
Agora vem 2010, espero mesmo que seja um ano de novidades, estou projetando várias novidades para a minha vida. Como a Morena vive me dizendo eu sou homem da mudança, isso não preocupa, mas incomoda o fato de não saber para onde a mudança vai me levar.
Bom o primeiro sinal dos tempos é o Twitter, agora eu sou um Twiteiro não tenho todos os seguidores que quero mas amo todos que tenho. http://twitter.com/marciobrigo pode me seguir, em breve vou colocar uns conteúdos interessantes, como diz o Roger, Brigotecnologicos.
Agora mais uma vez uma declaração de amor, o vôo, como isso me fascina, é fantástico observar as revoadas dos pássaros, este pombo quase se chocou comigo, fotografei quase no susto, mas gostei do resultado.
Vou cumprir a promessa do post anterior e colocar uma foto antiga da Mainara, como eu disse ela foi uma das primeiras pessoas que eu fotografei, essa foto foi tirada em um exercício de fotografia na faculdade. Vou prometer para o próximo post uma foto de pássaro que eu tirei no Paraná, na Ilha do Mel.
Tenho alguns convites para o Estúdio Brigo já em Janeiro, vou terminar o trabalho com as fotos da Mainara e talvez em fevereiro eu consiga uma constância de trabalhos.
Você amiga leitora gostaria de aparecer aqui no Estúdio Brigo? Manda email´s para a redação (rs…)
levando a gente para cada lugar tão diferente. Domingo passado dia 29 de novembro fiz a minha primeira seção de fotos, foi com a minha amiga Mainara. Engraçado que ela é uma das primeiras pessoas que fotografei na faculdade.
Mas as fotos que você podem ver aqui são apenas uma prévia, vou treinar Photoshop com elas e em fevereiro devemos ter as fotos definitivas.
Para as próximas semanas vou postar a foto que tirei dela no primeiro ano da faculdade com a primeira câmera reflex que eu utilizei.
Para ler ouvindo: O Teatro Mágico – O Mérito e o Monstro.
E mais uma vez nu, sou expulso do ônibus lotado de pessoas felizes, nuas e doentes. Com o joelho rasgado e com sangue escorrendo das têmporas me ponho de pé, está frio mas, não estou com frio. A minha volta a noite me lambe e refresca minhas vergonhas e com isso sinto minhas tristezas menos tristes.
Dor, horrível dor, começa no pé esquerdo, me sobe pela perna como uma câimbra, me põe de joelhos novamente no chão. Estômago doendo sendo rasgado por dentro.
Vomito um sapato numero 42 com suas meias e cadarços e quando acho que a dor passou o restante vem atrás, um terno completo com calca camisa e paletó e como ultimo arroto uma gravata de seda vermelha.
Ah maldita dor que agora ataca meu ser, destrói minhas entranhas, não tenho mais nada para vomitar, então vou me vestir, uso o chão para me vestir não tenho vontade de levantar, essa dor que mastiga, me derrota me aprisiona, não perde por esperar, vou extirpá-la, vou acabar com ela.
Vestido com um terno vomitado e uma gravata vermelha deitado no chão vejo o mundo pelo avesso e percebo o quanto a vida pode ser mais simples daqui, olho o horizonte e vejo como acabar com a minha dor. Quando para minha surpresa ela aparece, com o seu perfume lindo e sorriso cheiroso, me estica mão e espera. Olhando fixamente em seus olhos ignoro sua mão, me ergo sobre noite gelada e ainda com o olhar fixo e com a mão na minha têmpora que sangra digo:
- Não confio em você!
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E é assim mesmo, quando acaba, acaba.
Bem gente eu sei que ainda estou devendo textos, mas sabe como é. Quero ver se no máximo mês que vem eu consigo continuar com o texto do cavaleiro e pretendo como sempre continuar colocando fotos.
Quero agradecer as pessoas que gostaram do texto anterior (as que entenderam e as que não entenderam).
Camera Model Name Canon PowerShot A720 IS Shooting Date/Time 8/7/2009 21:12:13 Shooting Mode Manual Tv (Shutter Speed) 2 Av (Aperture Value) 6.3 ISO Speed 80 Focal Length 17.2 mm (105 mm equivalente).
Esta é Sarita, ela está recolhendo roupas, mas Sarita é uma mulher desastrada, o sexto de roupas caiu no seu pé, doeu mas Sarita é forte, ela agüenta.
Esta é Sarita, ela está passando roupas, mas Sarita é uma mulher desastrada, queimou-se com o ferro, Sarita até chora, mas é uma mulher forte.
Esta é Sarita, ela está costurando a roupa de seu cinco filhos, mas Sarita é uma mulher desastrada e furou-se com a agulha, Sarita é mulher nem chorou.
Esta é Sarita, ela está procurando um tênis de seu filho, mas Sarita é uma mulher desastrada e bateu o ombro no batente da porta. Dói por vezes Sarita chora, as vezes não, é mulher forte.
Esta é Sarita, ela está fazendo arroz, vai pegar o sal que está na prateleira de cima quando ela gira bate em seu olho esquerdo causando um roxo imediato, Sarita chora, chora baixo, não quer que as crianças saibam do seu sofrimento.
Esta é Sarita, mulher forte, mas ela é a única que acredita nas palavras escritas nos parágrafos acima.
Tema proposto por minha amiga Rosana, ai está Rô, dentre todos que você me sugeriu.
Meus amigos eu prometo que vou escrever com mais freqüência.
Exatamente por esse tempo que eu levo para escrever que eu não penso em ter um Twitter (ainda).
Não me esqueci de todas as histórias que eu tenho que terminar nem dos depoimentos a escrever.
Foto: Márcio Brigo
Camera Model Canon EOS DIGITAL REBEL XS Shooting Date/Time 10/4/2009 12:17:29 Owner's Name Marcio Brigo Tv( Shutter Speed ) 1/60 Av( Aperture Value ) 5.6 ISO Speed 800 Focal Length 55.0 mm
Para ler ouvindo: Tim Maia – Primavera (vai chuva)
Então foi assim, hoje estava proposto um passeio mas São Pedrão não ajudou, choveu o dia todo, então fiquei em casa de boa tirei algumas fotos. Acima a arvore que fica bem em frente a meu apartamento.
Para ler ouvindo: Live - Pain Lies on the Riverside
Não consigo mais imaginar a minha vida sem fotografia, não dá. Eu estou vivendo a consagração de um gosto, de um prazer, um prazer único. Agora já não tem mais volta, depois da chegada da rainha vitória, minha SLR a Rebel 1000D eu passei a pensar mais fotografia, com essa câmera aprendi que quantidade nunca significa qualidade, certa vez tirei 700 fotos para aproveitar 90. O fato de usar uma SLR não me afastou da minha Princesa Suzana, continuo fotografando com ela agora com mais propriedade ainda.
Ainda sobre este amor eu tenho sempre uma resposta a quem me diz: você deveria trabalhar com isso.
Este é o meu hobby, meu prazer, minha distração do trabalho e por vezes dos problemas.
Amo a fotografia!
Esta foto abaixo eu tirei em um dia que sai com as duas e a pequena princesa resolveu o que eu precisava.
Já foto de cima foi no mesmo dia, essa sim com a Rainha Vitoria, gosto muito desta, mas ainda estou aprendendo, foi legal, porque tive usar o foco manual mas gosto muito do resultado.
Agora aos recadinhos, para quem não sabe o meu HD pifou, e levou com ele anos de textos a meses de vídeos e fotografias, mas vou mandar recuperar, o problema é que isso realmente atravessou o meu processo criativo e de catalogação de fotos, além disso minha vida anda muito digamos... diferente, mas reafirmo os projetos do blog não pararam, acho que no mês que vem já devo conseguir escrever o texto do Cavaleiro Azul e no mês seguinte deve sair o primeiro texto do AD EXtremum.
Como dá ultima vez vou de novo tentar postar uma foto por semana pelo menos.
Obrigado a todos que cobram minhas fotos e meus textos.
Este ano parece que não começa, não sei se é porque eu estou de férias, mas estou com essa impressão.
Então vamos fazer o que os aquarianos adoram, vamos falar de futuro, este futuro tem um pé no passado, informo aos navegantes que teremos uma nova serie postada aqui, chamada "Ad Extremum". Se você acompanha meu trabalho sabe que é muito mais que um texto, sabe que fez parte do meu TCC mas isso eu conto outro dia.
Tem mais uma serie que deve estrear nas próximas semana, esta em conjunto com os meus amigos Elefantes Cubanos, mas sobre essa não posso falar muita coisa.
Outra coisa, acatando sugestões de Bel e do Roger estou colocando nome nas fotos a partir de agora.
A foto acima foi tirada na minha viagem ao Rio, tava um dia lindo e lembro que entramos no parque do Catete, estava contente por poder ficar embaixo das arvores e vi o sol magestoso sobre elas, o click foi imediato.
Para ver se o ano começa logo, vou "requentar" um texto do "Ilusório e Misterioso" este é mais um texto do tipo que eu não faço mais, gosto muito dele é um dos primeiros que e fiz para o blog e um texto muito viceral, espero que gostem.
Shooting Mode Program AE My Colors Mode Vivid Tv (Shutter Speed) 1/1500 Av (Aperture Value) 6.3 Exposure Compensation -2 ISO Speed 80(Auto) White Balance Auto
Ofuscado
(Para ler ouvindo Evanesence “Bring Me to Life”).
Eu morri, caí ou nasci? Que dor horrível é essa? Minha cabeça pesada está latejando, as minhas costas ardendo como fogo, meus pés parecem ser torcidos para todos os lados.
Eu estou ouvindo tudo, todas as almas, todos os gritos de socorro, todas as súplicas e clemências. Posso sentir os seus cheiros, o amargo cheiro do medo e da frustração. Porque não posso vê-los?
Eu escuto uma voz que diz o que devo fazer. Será uma voz ou será eu mesmo? Ela diz que eu tenho que levantar e escolher. Mas escolher o quê? Ela diz que eu tenho que fazer. Mas fazer o quê? Ou melhor, fazer como?
Mas que dor horrível, minha cabeça pesa, eu posso sentir a aréola sobre ela, mas não é só isso, sinto meu sangue escorrer da cabeça e meus chifres crescem da mesma altura da aréola.
As minhas costas ardem e sangram. O sangue escorre por minhas costas até minha cintura. Como pode doer tanto assim? Das minhas costas eu posso sentir asas tão brancas que mesmo sem vê-las posso sentir a sua pureza. Como pode doer tento? Meus pés sangrando, estão se transformando em grandes esporas. Maldita dor, porque dói tanto?
Começou a chover com uma força que nunca senti antes. Não, eu estou chorando, são minha lagrimas. Maldita dor. Eu seco as lágrimas e a chuva ameniza.
A voz diz que eu posso fazer.
Mas se eu posso fazer, porque eu não posso ver? E fazer o quê? Maldita confusão. Um relâmpago corta os céus. Maldita dor. A chuva vira uma tempestade. Estou chorando de novo meus soluços trazem relâmpagos.
Eu tenho asas, então vou voar.
No céu sobre minha asas, cego, com chuva, com lagrimas, com dor vôo para longe desta maldita voz.
Clichê? Olha a foto, não é uma verdade? Estive no rio por três dias excelentemente ciceroneado pela Morena que me mostrou o Rio dos cariocas, andei de metrô (você acha que eu ia perder essa oportunidade de conhecer outro metrô que não o de sampa?), de ônibus uma viagem de Bota-Fogo a Lapa que foi divertidíssima (e velocíssima também), vi o entardecer no arpoador e fui logicamente ver o cristo que está na foto ai de cima; Mas Brigo, porque este ângulo? Ora se você quer o ângulo clássico você pode procurar no Google! (rs...)
Bem, primeiro post do ano, e vamos a colocações, estou de férias, pretendo sim, trabalha mais aqui no blog, mas ainda não sei com qual freqüência, em relação aos planos futuros temos algumas homenagens a serem feitas nos próximos post´s, tem o texto do Cavaleiro Azul, que não parou, mas acredito que só deve sair em fevereiro, também vou requentar alguma coisa do “Ilusório e Misterioso”, vou postar um texto em breve sobre o grupo de amigos mais insólito que existe; “Os Elefantes Cubanos” e claro, muita fotografia, afinal só no rio foram mais de 1000.
Novidade, alem das fotos que você pode ver aqui, tem este link onde é possível ver mais umas 90 fotos da minha viagem (mesmo que você não tenha conta do Orkut).
P.S.: Morena, obrigado por ser a compania mais maravilhosa na cidade de mesmo adjetivo.
Shooting Mode Aperture-Priority AE
My Colors Mode Vivid Tv (Shutter Speed) 1/1250 Av (Aperture Value) 8.0 ISO Speed 80(Auto) Lens 5.8 - 34.8 mm Focal Length 5.8 mm White Balance Day Light
Shooting Mode Aperture-Priority AE My Colors Mode Vivid Tv (Shutter Speed) 1/800 Av (Aperture Value) 8.0 ISO Speed 80(Auto) Lens 5.8 - 34.8 mm Focal Length 7.7 mm White Balance Auto
Shooting Mode Program AE My Colors Mode Vivid Tv (Shutter Speed) 1/40 Av (Aperture Value) 2.8 ISO Speed 200(Auto) Lens 5.8 - 34.8 mm Focal Length 5.8 mm White Balance Fluorescent H
Márcio Brigo é um apaixonado por arte. Escreve as vezes com arte as vezes nem tanto, fotografa na maioria das vezes com arte, gosta de expressar o seu ponto de vista, por isso criou este blog, de onde pode levar a sua visão para muitos lugares.