
Eu tinha pouco mais de 10 anos, quando descobri que o homem havia pisado na lua.
Muito além do que se vê.

Dona Teresinha estava feliz em receber a neta para um chá, afinal, muito coisa tinha acontecido nos últimos tempos, era bom um pouco de paz para variar.- Luzia sua mãe diz que somos muito parecidas – a garota olhava para a avó fixamente como que hipnotizada – o que acontece quando todo mundo diz para você, por exemplo, dizer sim?
A garota acordou de um transe e respondeu automaticamente.
- Digo não!
- Pois foi o que eu fiz, disse não a primeira chance de ser feliz em minha vida.
- Sem medo de se arrepender? – perguntou a garota colocando uma almofada em suas costas e mudando de posição na cadeira.
- Ah! Eu me arrependi sim! Liguei para ele, mas pelo tom do alô percebi que as coisas tinham mudado, tudo bem que já tinha se passado quase dois anos. Chorei, mas passou.
E daí em diante minha vida mudou drasticamente, meu pai ficou doente e logo morreu, a situação ficou difícil, minha mãe nunca disse nada, mas eu via nos olhos dela aquela frase:
- Se você estivesse casada tudo isso seria diferente.
- Vó a senhora já trabalhava na lanchonete?
- Não eu trabalhava em um posto de gasolina, usava um shortinho, minha filha! Tinha um corpão esse cabelo aqui era bem mais loiro e vinha até a cintura.
- Eu lembro achei uma foto. Linda vó! Meu pai morreu de vergonha e minha mãe meteu a boca – disse a garota que parecia incomodada com a cadeira.
Teresinha fez um gesto com a cabeça como que dispersando o comentário da mãe de garota e continou.
- Nossa vó! Como a senhora conseguiu manter o emprego? – Luzia se levantou e ficou em pé atrás da cadeira, quando sua avó olhou com cara de interrogação Luzia apontou para suas costas. Teresinha voltou a sua narrativa.
Luzia colocou mais chá em sua xícara e perguntou:
- Por que o segundo amor da sua vida tem a ver com meu pai?
Filha conforme o tempo foi passando eu percebi que Edmilson não trabalhava e que eu o estava sustentando, o chamei para conversarmos, e essa foi a única vez que me lembro de ter conversado com ele. Edmilson não gostou, estava bêbado como sempre, ficou muito violento, tanto que me bateu. Luzia meu pai morreu com oitenta e cinco anos, sem nunca ter me batido uma única vez. Quebrei uma garrafa na cabeça dele e depois disto nunca mais nos vimos ou falamos, soube que ele foi preso pouco depois, mas eu já estava muito, muito ocupada nessa época.
Eu vivia tão bêbada que em menos de três dias estava com um, ou outro, ou os dois ao mesmo tempo, não importava quem. Minha filha não sei como não peguei uma doença.
Teresinha olhava para o longe como se procurasse a resposta em seu passado.
- E meu pai? – Perguntou a garotinha enquanto esticava seus cachos loiros para frente.
Sem se mudar de posição Teresinha continuou:
Eram umas dez da manhã de um domingo, eu estava voltando da balada obviamente bêbada, como sempre, e como sempre achei de vomitar em algum poste, mas desta vez foi muito forte, forte como eu nunca tinha sentido antes. Luzia para evitar detalhes desinteressantes a um café da tarde, estava quase desmaiando quando um homem apareceu e me pagou no colo, ele não disse nada, acordei no hospital com minha mãe desesperada, o médico disse que eu tive muita sorte de não perder o bebê.
- Bebê? – disse quase gritando Luzia – Eu sabia que meu pai não é filho do vô, ate porque ele é moreno e o vô bem clarinho...
- Isso mesmo minha filha, grávida de Edmilson – disse Terezinha interrompendo a menina como que para evitar alguma coisa – um homem sem futuro, este assunto sempre foi tabu, mas, agora que você também está grávida, e sem ter se casado, acho que não precisamos manter nossos tabus.
A garota fez sinal afirmativo com cabeça fez um carinho em sua barriga de sete meses e perguntou:
- Esse homem é o seu terceiro amor?
Sim, mesmo na situação que eu estava o rosto dele ficou gravado na minha mente, perguntei a minha mãe, ela disse que ele morava na nossa rua desde pequeno.
Como eu havia passado os últimos quatro anos bêbada não o tinha visto me olhar com olhares de desejo, esse termo foi o que minha mãe usou.
Eu fui encontrá-lo para agradecer a ajuda, que tragédia, ele disse de imediato:
- Teria feito isto por qualquer outro bêbado!
Luzia eu quase cai, na verdade eu cai, mesmo porque tive um enjôo fortíssimo e vomitei no tapete dele. Já não sabia mais onde colocar a minha cara, me desculpei e quando estava me levando embora ele me chamou para sair, perguntei se ele saia com bêbadas, e ele disse
- Você não via beber comigo. – Essa frase foi tão forte para mim que aceitei.
Saímos, sair de dia era tão estranho, ele me levou a uma fera de animais, fazia tempo que eu não me sentia tão viva. Conversávamos sobre tudo, menos sobre meu passado. No final do passeio já de noite ele me abraçou e estava quase me beijando quando eu parei e disse que estava grávida, ele respondeu.
- Isso não é problema pra mim, é pra você. – Estava selado o meu terceiro amor.
- Qual o nome dele vó? – disse Luzia se sentando de novo.
- Francisco – disse Terezinha automaticamente.
A garota se mexeu para dizer algo mas sua avó a interrompeu.
- Sim foi assim que eu conheci o seu avô. Digo seu avô, pois, foi ele quem criou seu pai, e como nós sabemos que pai, é aquele que cria.
- Nossa vó que historia forte!
- Minha filha – disse Terezinha molhado a boca no chá – essa historia que eu te contei não tem quase nada de romântico, e eu a conto sempre, porque ele tem fatos que vivi, são amores que eu tive e tenho, lembrando estes amores e tragédias eu continuei mais quarenta anos tive mais três filhos e cinco netos. Minha filha eu já errei muito. Mas, nunca cometi o mesmo erro duas vezes.
Luzia se ajeitou na cadeira com uma mão acariciava a barriga e com a outra os cabelos.
- Por que minha mãe não gosta desta historia?
Terezinha que se manteve a conversa inteira na mesmo posição, sentada em sua cadeira achou que era hora de variar, pegou uma torrada e se levantou.
- Bem minha filha, como hoje é dia de quebrar tabus, vou te contar como a sua mãe conheceu meu filho e a família toda...
Para ler ouvindo: The Who - Baba O'Riley
Agora vem 2010, espero mesmo que seja um ano de novidades, estou projetando várias novidades para a minha vida. Como a Morena vive me dizendo eu sou homem da mudança, isso não preocupa, mas incomoda o fato de não saber para onde a mudança vai me levar.
Bom o primeiro sinal dos tempos é o Twitter, agora eu sou um Twiteiro não tenho todos os seguidores que quero mas amo todos que tenho. http://twitter.com/marciobrigo pode me seguir, em breve vou colocar uns conteúdos interessantes, como diz o Roger, Brigotecnologicos.
Agora mais uma vez uma declaração de amor, o vôo, como isso me fascina, é fantástico observar as revoadas dos pássaros, este pombo quase se chocou comigo, fotografei quase no susto, mas gostei do resultado.
Vou cumprir a promessa do post anterior e colocar uma foto antiga da Mainara, como eu disse ela foi uma das primeiras pessoas que eu fotografei, essa foto foi tirada em um exercício de fotografia na faculdade. Vou prometer para o próximo post uma foto de pássaro que eu tirei no Paraná, na Ilha do Mel.
Tenho alguns convites para o Estúdio Brigo já em Janeiro, vou terminar o trabalho com as fotos da Mainara e talvez em fevereiro eu consiga uma constância de trabalhos.
Você amiga leitora gostaria de aparecer aqui no Estúdio Brigo? Manda email´s para a redação (rs…)
“Márcio Brigo tem 31 anos e quer ser artista.”
Para ler ouvindo: Codinome Beija Flor – Cazuza
Então o tempo está passando a vida vai
levando a gente para cada lugar tão diferente. Domingo passado dia 29 de novembro fiz a minha primeira seção de fotos, foi com a minha amiga Mainara. Engraçado que ela é uma das primeiras pessoas que fotografei na faculdade.
Mas as fotos que você podem ver aqui são apenas uma prévia, vou treinar Photoshop com elas e em fevereiro devemos ter as fotos definitivas.
Para as próximas semanas vou postar a foto que tirei dela no primeiro ano da faculdade com a primeira câmera reflex que eu utilizei.
Estou aceitando sugestões para o Estúdio Brigo.
Mais fotos no Flickr
Para ler ouvindo: O Teatro Mágico – O Mérito e o Monstro.
E mais uma vez nu, sou expulso do ônibus lotado de pessoas felizes, nuas e doentes. Com o joelho rasgado e com sangue escorrendo das têmporas me ponho de pé, está frio mas, não estou com frio. A minha volta a noite me lambe e refresca minhas vergonhas e com isso sinto minhas tristezas menos tristes.
Dor, horrível dor, começa no pé esquerdo, me sobe pela perna como uma câimbra, me põe de joelhos novamente no chão. Estômago doendo sendo rasgado por dentro.
Vomito um sapato numero 42 com suas meias e cadarços e quando acho que a dor passou o restante vem atrás, um terno completo com calca camisa e paletó e como ultimo arroto uma gravata de seda vermelha.
Ah maldita dor que agora ataca meu ser, destrói minhas entranhas, não tenho mais nada para vomitar, então vou me vestir, uso o chão para me vestir não tenho vontade de levantar, essa dor que mastiga, me derrota me aprisiona, não perde por esperar, vou extirpá-la, vou acabar com ela.
Vestido com um terno vomitado e uma gravata vermelha deitado no chão vejo o mundo pelo avesso e percebo o quanto a vida pode ser mais simples daqui, olho o horizonte e vejo como acabar com a minha dor. Quando para minha surpresa ela aparece, com o seu perfume lindo e sorriso cheiroso, me estica mão e espera. Olhando fixamente em seus olhos ignoro sua mão, me ergo sobre noite gelada e ainda com o olhar fixo e com a mão na minha têmpora que sangra digo:
- Não confio em você!
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E é assim mesmo, quando acaba, acaba.
Bem gente eu sei que ainda estou devendo textos, mas sabe como é. Quero ver se no máximo mês que vem eu consigo continuar com o texto do cavaleiro e pretendo como sempre continuar colocando fotos.
Quero agradecer as pessoas que gostaram do texto anterior (as que entenderam e as que não entenderam).
Camera Model Name Canon PowerShot A720 IS
Shooting Date/Time 8/7/2009 21:12:13
Shooting Mode Manual
Tv (Shutter Speed) 2
Av (Aperture Value) 6.3
ISO Speed 80
Focal Length 17.2 mm (105 mm equivalente).
Para ler ouvindo o som sério e seco da tarde.
Esta é Sarita, ela está recolhendo roupas, mas Sarita é uma mulher desastrada, o sexto de roupas caiu no seu pé, doeu mas Sarita é forte, ela agüenta.
Esta é Sarita, ela está passando roupas, mas Sarita é uma mulher desastrada, queimou-se com o ferro, Sarita até chora, mas é uma mulher forte.
Esta é Sarita, ela está costurando a roupa de seu cinco filhos, mas Sarita é uma mulher desastrada e furou-se com a agulha, Sarita é mulher nem chorou.
Esta é Sarita, ela está procurando um tênis de seu filho, mas Sarita é uma mulher desastrada e bateu o ombro no batente da porta. Dói por vezes Sarita chora, as vezes não, é mulher forte.
Esta é Sarita, ela está fazendo arroz, vai pegar o sal que está na prateleira de cima quando ela gira bate em seu olho esquerdo causando um roxo imediato, Sarita chora, chora baixo, não quer que as crianças saibam do seu sofrimento.
Esta é Sarita, mulher forte, mas ela é a única que acredita nas palavras escritas nos parágrafos acima.
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Tema proposto por minha amiga Rosana, ai está Rô, dentre todos que você me sugeriu.
Meus amigos eu prometo que vou escrever com mais freqüência.
Exatamente por esse tempo que eu levo para escrever que eu não penso em ter um Twitter (ainda).
Não me esqueci de todas as histórias que eu tenho que terminar nem dos depoimentos a escrever.
Foto: Márcio Brigo
Camera Model Canon EOS DIGITAL REBEL XS
Shooting Date/Time 10/4/2009 12:17:29
Owner's Name Marcio Brigo
Tv( Shutter Speed ) 1/60
Av( Aperture Value ) 5.6
ISO Speed 800
Focal Length 55.0 mm
Para ler ouvindo: Tim Maia – Primavera (vai chuva)
Então foi assim, hoje estava proposto um passeio mas São Pedrão não ajudou, choveu o dia todo, então fiquei em casa de boa tirei algumas fotos. Acima a arvore que fica bem em frente a meu apartamento.
Artesanato Nordestino
AD Extremum
Meu amigo Cidnei.